Manifesto ao comércio local.

A Mouraria de hoje tem o mundo dentro de um bairro. Tem uma nova vida. De diferentes olhares nasceu mais cultura, mais poesia, mais fado, mais gastronomia e mais comércio.

Em tempos um bairro segregado, obscurecido e estigmatizado pelo medo. No presente um bairro socialmente transformado num lugar único e sem par com mais de 51 nacionalidades residentes.

Quem aqui vem, vem viajar até à chinatown e aproveitar para comer umas sardinhas num qualquer tasco. Vem perder-se numa quase banglapara na procura de especiarias e receitas para casa.

Vem provar sopas vietnamitas e lanchar um pastel da Mouraria. Vem procurar os restaurantes clandestinos ou comer cachupa de Cabo Verde. Vem comprar santos para rezar ou thikas para meditar. Vem ao cabeleireiro fazer uma afro ou ao barbeiro fazer a barba. Vem relaxar com uma massagem chinesa ou beber uma imperial numa esplanada portuguesa.

Na Mouraria o ano tem três calendários e aqui cabem todas as celebrações do mundo. Celebra-se o Ano Novo português e o deslumbrante Ano Novo chinês. Faz-se jejum no ramadão e celebra-se o seu fim numa manhã de verão. Vem-se festejar o carnaval legal ao som de samba brasileiro. Vem-se vibrar com os santos populares e apregoar: “A MOURARIA É LINDA!”. 

A cada dia e a cada hora encontra-se comércio aberto. Outrora Mouraria dos mouros, hoje Mouraria de todos. Casa dos judeus e casa do fado que aqui nasceu com a Severa, o Maurício e a Mariza.

Hoje a Mouraria é o despertar do sonho de Maurício: “Hás-de passar a ser moderna, Ter mais cor mais fantasia em deixares de ser eterna, Mouraria, Mouraria”.

No bairro das infinitas transformações com a sua essência popular fica então o convite para todos: Venham nos visitar!

Uma iniciativa para proteger, dinamizar e promover o comércio da Mouraria.